A trajetória
Você aprende com quem trata e ensina há mais de 20 anos, todos os dias
Fábio entrou na área da saúde em 2004. No ano seguinte formou-se em Acupuntura Chinesa pelo INCISA/IMAM e, em 2007, em Quiropraxia pelo IBRAQUI/SP. O que moldou o profissional, porém, não foi o diploma. Foi o contato diário com casos que não respondiam ao tratamento convencional, os pacientes que já haviam passado por vários consultórios e continuavam com dor. É esse repertório, testado na prática, que ele coloca na mão do aluno.
Durante cerca de quinze anos dentro do ambiente hospitalar, chegou a atender mais de setenta pacientes em um único dia. E fez isso em uma posição rara: dentro do hospital, Fábio não era aluno, era professor. Atuou como preceptor dos residentes em Acupuntura na Associação Hospitalar de Jeceaba, ou seja, tratava os pacientes e, ao mesmo tempo, orientava e corrigia outros profissionais de saúde em plena rotina hospitalar.
Esse volume de casos é onde a precisão diagnóstica se forma. Quando o mesmo padrão se repete em centenas de corpos, o profissional passa a reconhecer o que não está nos livros: a origem da dor que o exame não capta e o ponto que nenhum protocolo alcançou. Ensinar isso a outros profissionais, para Fábio, começou onde a medicina acontece de verdade, na beira do leito.
“O ponto que muda tudo raramente é o ponto que dói. Ele fica escondido, esperando ser visto por alguém que aprendeu a olhar além.”
É pioneiro do New Seitai em Minas Gerais, responsável por trazer a técnica para o estado e para Belo Horizonte. Leciona desde 2005 e já formou mais de 12 mil profissionais de saúde em todo o país, entre fisioterapeutas, acupunturistas, quiropraxistas e terapeutas que hoje atendem com mais segurança.